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Por que a lei seca salva 50 vidas por dia

07 fevereiro 2012   //   Por SEQTRA   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Desde que beber e dirigir foi proibido, as mortes no trânsito brasileiro caíram pela metade. Conheça a base científica da “tolerância zero”, a experiência em outros países e o que esperar quando a fiscalização acabar.

De um dia para outro – mais especificamente, de 19 para 20 de junho de 2008 -, beber e dirigir virou crime. Tudo bem que quase ninguém sabia, mas até então só seria punido quem fosse flagrado ao volante com mais de 0,6 grama de álcool por litro de sangue, concentração alcançável com três chopes. A margem de tolerância atual, 0,2 g/l, é tão baixa que, na prática, obriga o motorista à abstinência.

Seja pelo exame de consciência ou pelo teste do bafômetro, o fato é que, com menos de um mês de vigência da lei seca, o número de mortos nas ruas e estradas do Brasil caiu 50% em média.

Comparando com as trágicas estatísticas de anos anteriores, são 50 mortes a menos por dia, 1.500 menos em um mês. Se o “milagre” durar um ano, até o meio de 2009, serão 18 mil mortes e 200 mil feridos abaixo do esperado, uma economia de R$ 12,5 bilhões em atendimento hospitalar. É improvável, mas, como foi demonstrado, não é impossível.

Curiosamente, a queda de 50% nas mortes rima com outra média histórica. “Somos campeões mundiais de acidentes de trânsito, e a metade dos que morrem está alcoolizada”, diz Vilma Leyton, professora de medicina legal da USP e por 30 anos legista do IML de São Paulo, ao longo dos quais realizou vários estudos que comprovaram a tese da embriaguez fatal. Para a professora, “a lei é excelente por causa da repercussão que está tendo. Estamos observando até queda na violência doméstica”.

Especialistas argumentam que a lei de 1997, a dos 0,6 g/l, nunca pegou porque nunca foi aplicada. Dessa vez está sendo diferente: a polícia do Rio, que tinha míseros três bafômetros em junho, no segundo fim de semana de julho iniciou a operação Pressão Total, abordando 330 pessoas em 22 pontos diferentes da capital. Em São Paulo, a ação que vem inibindo paulistanos desde 27 de junho é a Operação Segura, que já deteve 61 pessoas.

Não sem polêmica: muitos se negam a soprar no bafômetro – um advogado de São Paulo até conseguiu uma liminar que vale como “passe livre” para o aparelho. Nesse caso, a lei determina que o motorista seja levado para uma delegacia e convidado a fazer exame de sangue. Se ainda bater pé, paga multa e responde a processo. Mas o limite permanece. “Não há possibilidade de recuo”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “A sociedade é quem vai julgar se serão precisos ajustes. Quem não pretende cumprir a lei vai mudar de opinião quando for preso. Será bastante pedagógico.”

Toda dose é dose

De longe, o aspecto mais discutido da lei seca é a “tolerância zero”. Modificou-se o artigo 276 do Código de Trânsito Brasileiro, que agora diz que “qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às penalidades previstas”. Camila Silveira, coordenadora científica do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, defende o fator pop do novo limite. “As pessoas não sabiam muito bem qual era o limite. Zero todo mundo entende.” Outro problema dos números, segundo a psicóloga americana Cecile Marczinski, é que “temos dificuldade de estimar o que gera um índice como 0,6 g/l. Em geral, ultrapassamos esse limite facilmente, mas achamos que ainda estamos dentro dele”.

Por enquanto, vale a margem de tolerância que corresponde a distorções dos exames e evita confusões com antissépticos bucais e bombons de licor: 0,2 g/l (equivalente a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no bafômetro). Isso é igual a um chope. Quase nada, mas suficiente. “Meia lata de cerveja já pode afetar a concentração, frear reflexos, provocar alterações fisiológicas”, dizem Camila e inúmeros estudos. Você que bebe e dirige ainda duvida? Foi mal, mas você é a pior pessoa para opinar sobre o assunto. “Até sóbrio a gente superestima nossa habilidade e subestima os riscos. Fica fácil imaginar como isso piora depois de tomar umas”, diz Tom Vanderbilt, autor do livro “Traffic”, saudado como o “Freakonomics do trânsito”.

Vanderbilt também chama atenção para o “efeito desinibidor do anonimato”. Na internet, ele faz com que as pessoas saiam xingando todo mundo, seguras de que não serão identificadas. No trânsito, também. E ainda alimenta maus e solitários hábitos, como beber e dirigir. “Todas as noites, bêbados sortudos chegam em casa sem saber quantos quase-acidentes provocaram. Como não há ninguém que conte para eles, a crítica essencial ao aprendizado não acontece, e o comportamento é reforçado – Eu bebi, eu dirigi, cheguei inteiro. Então vou fazer de novo.”

Vale lembrar que o álcool afeta o hipocampo, área do cérebro responsável pela formação de memórias. Ou seja, quem bebe e dirige nem tem como lembrar direito se fez um percurso tranqüilo ou se deveria agradecer ao anjo da guarda. Projeção psicológica também é um fator: nosso carro é seguro, perigoso é o dos outros. Mas pense: você embarcaria em um avião sabendo que o piloto bebeu só um pouquinho? Por fim, sempre ela, a cultura: brasileiros bebem a qualquer hora, em qualquer lugar, desde muito jovens. “Nossa sociedade está acostumada a um consumo de álcool muito alto. Tem de haver uma quebra de paradigma”, diz o consultor de trânsito Horácio Figueira.

Infelizmente, os efeitos do álcool no cérebro vão bem além das horas de ressaca. “Se você esteve bebendo em níveis alcoólatras (cinco doses ou mais praticamente todo o dia da semana por um mês), só vai recobrar suas funções cerebrais normais após meses. Talvez anos”, diz a professora Edith Sullivan, da faculdade de medicina da Universidade de Stanford, especialista nos efeitos de longo prazo da manguaça na cuca. “Outra má notícia: ainda não sabemos se os neurônios mortos pelo álcool podem se regenerar. Estudos feitos com roedores indicam que sim, mas ainda é incerto para humanos.”

No entanto, não se pode omitir as muitas pesquisas que mostram benefícios do álcool para o organismo. Exemplo: quando ingerido em volumes comedidos (1 dose para mulheres; 2 para homens), ele pode prevenir doenças cardiovasculares. Aumenta o colesterol bom, evita a arteriosclerose e também ajuda a tornar o sangue menos espesso e a diminuir as placas de gordura das artérias. Além de deixar você mais relaxado, feliz, falante e sociável. “Mas temos que tomar cuidado, as pessoas podem usar esses dados de maneira errada. O médico não deve recomendar: álcool não é remédio”, diz Camila Silveira.

Problemas Legais

Cabem outros adjetivos além de “seca” à Lei Federal 11.705. É inesperada, pois pegou de surpresa muitos brasileiros – inclusive alguns deputados federais que a aprovaram sem ler. É pesada, colocando o Brasil na elite da rigidez contra álcool ao volante. Para alguns, é injusta, porque julgam ser possível beber e depois dirigir normalmente. Além de perigosa, pois ampliaria as oportunidades de atuação de policiais corruptos. Mas gera debate no meio jurídico por ser inconstitucional.

Para Cyro Vidal, presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito, isso ocorre em dois pontos. Primeiro quando diz que, se o cidadão se recusar a submeter-se ao bafômetro ou exame de sangue, ele receberá as mesmas sanções aplicadas a quem tiver detectado algum nível de alcoolemia. “A Convenção Americana de Direitos Humanos, assinada pelo Brasil, diz que nenhuma pessoa é obrigada a produzir prova contra si mesmo. A autoridade está me coagindo a fazer o teste”, diz o advogado, que também critica as novas penas estabelecidas. “A suspensão do direito de dirigir por 12 meses não é proporcional, como estabelece a Constituição. É aplicada a mesma punição para quem tomou duas taças de vinho e para quem está completamente embriagado. Uma maneira de resolver isso seria colocar “de 6 a 12 meses”, de “8 a 12 meses”, que seja, para o juiz estabelecer a pena proporcional.”

“Podemos discutir detalhes de regulamentação da lei, mas precisamos apoiá-la”, diz a professora Vilma Leyton, da USP. É o que os brasileiros estão fazendo, ao menos da boca pra fora: na semana em que a lei passou a vigorar, pesquisas indicavam aprovação de quase 90% nas grandes capitais. Mas quantos estão convencidos de que beber e dirigir não se misturam e quantos estão com medo do bafômetro? Será que, quando a fiscalização acabar, a lei continuará sendo cumprida?

Ainda que haja uma clara tendência mundial de endurecimento contra o álcool ao volante, exemplos de outros países mostram que o código de trânsito só é cumprido quando combinam-se legislação, fiscalização e educação. Estudos do sociólogo israelense David Shinar mostram que as pessoas são mais sensíveis à possibilidade de serem presas do que ao tamanho da punição. Se há leis muito fortes contra beber e dirigir mas muito pouca coação (ou existe a possibilidade de subornar funcionários corruptos), as pessoas tendem a ignorar a lei. Em seu livro “Traffic Safety and Human Behavior” (“Segurança no Trânsito e Comportamento Humano”), Shinar inclusive cita um estudo com pessoas saindo de pubs, que sabiam ter mais chance de sofrer um acidente grave do que de serem presas – e, após responder ao questionário, voltavam dirigindo.

Limites de álcool em outros países

A Nigéria, por exemplo, tem uma lei mais rígida que a nossa: não permite nem uma gota de álcool. Apenas uma boa intenção, já que o país tem uma das piores taxas de morte no trânsito do mundo, 40 por 100 mil habitantes. A Argentina quis fazer bonito e baixou o limite para 0,5 g/l, padrão europeu. Mas, quando o policial flagra o motorista acima desse limite, o procedimento padrão é os dois ficarem dando um tempo no acostamento até que o nível baixe.

Já a legislação atual dos Estados Unidos é mais branda que a anterior do Brasil: maiores de 21 anos estão liberados com 0,8 g/l de concentração de álcool no sangue, o que dá umas quatro latinhas de Budweiser. Mas a possibilidade de ser pego existe, o que fez com que o número de motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes caísse de 50% nos anos 1970 para 20% atualmente. O escritor Tom Vanderbilt conta que essa história começa antes do automóvel. “No século 19, beber já era proibido para condutores de locomotivas, por exemplo. Mas passaram-se algumas décadas até que fosse produzido um conjunto de trabalhos científicos que mostrassem a conexão entre consumo de álcool e o risco de acidentes. O processo em andamento é tornar cada vez menos socialmente aceitável dirigir “sob a influência”, como dizemos nos Estados Unidos. É o que está rolando aí agora, certo?”

Nos últimos cinco anos, enquanto as mortes no trânsito brasileiro cresceram 17%, diminuíram 35% na França. Na cidade de Rouen, está valendo a lei que diz que motoristas flagrados com excesso de álcool no sangue podem ter os veículos confiscados. A idéia é passar o problema adiante para outras pessoas que dependem daquele carro. A medida deve ser adotada em todo o país.

Na Noruega, primeiro país a criar um código de trânsito, em 1936, a multa é proporcional à renda. Ficou famoso o caso do empresário do ramo imobiliário Kjetil Üleberg, que, após uma noite regada a vinho, foi pego na manhã seguinte com 0,7 g/l de álcool no sangue – o limite norueguês é 0,2 g/l, como no Brasil. Resultado: um alívio equivalente a R$ 135 mil, perda da carteira por dois anos e trabalho forçado de cortar lenha durante 30 dias. “Além disso, aprendi minha lição”, disse ao jornal “Afterposten”.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG84135-7855-205-1,00-POR+QUE+A+LEI+SECA+SALVA+VIDAS+POR+DIA.html

Projeto dá mais poder à polícia no combate ao roubo de carga

23 janeiro 2012   //   Por SEQTRA   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Se a proposta for aprovada, lacre aduaneiro poderá ser rompido e o veículo ou o contêiner poderão ser abertos

Se for aprovado o projeto de lei 2.245/2011, que tramita na Câmara dos Deputados, a polícia ganhará mais poder no combate ao roubo de carga. A proposta permite o “rompimento do lacre aduaneiro ou de qualquer outro tipo e a abertura do veículo ou do contêiner de transporte de carga”.

Esse procedimento ficará autorizado só na presença do motorista ou responsável. O agente terá de instalar um novo lacre após a inspeção e ainda entregar ao motorista ou ao responsável uma declaração da fiscalização realizada, explicando seus motivos, para que ele continue a viagem.

O projeto ainda estabelece que o policial deverá apreender os bens e o veículo e apresentá-los à “autoridade policial superior” havendo indício de crime.

Na justificativa da proposta, a autora, deputada Sandra Rosado (PSB/RN), afirma que o roubo de carga é uma “prática delituosa que tem crescido assustadoramente em nosso País, pondo em cheque as políticas de segurança pública e desafiando novos instrumentos capazes de atenuar o problema”.

O projeto já recebeu pareceres favoráveis de relatores de comissões internas da Câmara, mas ainda não foi a plenário.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar), Gilberto Antonio Cantú, considera que o projeto é um “passo” importante. “Mas é preciso mais”, declara.

Ele ressalta que os prejuízos com cargas roubadas somaram R$ 880 milhões em 2010. “Precisamos ter mais articulação das polícias e dos órgãos da Receita, bem como de todas as esferas públicas no combate a esta prática criminosa”, afirma.

O presidente do sindicato destaca a necessidade de se combater os receptadores. “Precisamos mudar o Código Penal Brasileiro, que considera a receptação um crime leve, com penas máximas de quatro anos”, defende.

Da mesma forma, de acordo com Cantú, é preciso regulamentar os desmanches e aprimorar a legislação que pune o crime de roubo de cargas.

Fonte: http://cargapesada.com.br/revista/2012/01/12/projeto-da-mais-poder-a-policia-no-combate-ao-roubo-de-carga/

Fim de ano com menos mortes nas rodovias federais

06 janeiro 2012   //   Por SEQTRA   //   Notícias, Segurança Viária  //  Sem Comentários

Link com o release completo com tabelas e gráficos: http://goo.gl/Byslu

Brasília, 03 de janeiro de 2012 – Mesmo com o aumento da frota de veículos registrados, de 8%, em relação ao ano anterior (de 64.817.974 para 69.987.5091) e com um período com a mesma complexidade climática, com chuvas por todo o país, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu um montante absoluto de acidentes fatais 15% menor, com 18% menos mortes, que na operação “fim de ano”, em 2010. Em números, de 16 de dezembro de 2011 a 02 de janeiro de 2012, foram 380 acidentes fatais em que 460 pessoas morreram. No período similar do ano anterior, 17 de dezembro de 2010 a 03 de janeiro de 2011, a PRF atendeu a 442 acidentes fatais, com 558 mortes.

Além da menor quantidade de mortos, a PRF também registrou um menor número de feridos: foram 6.140, na operação “fim de ano” 2011/2012, contra 7.272, em 2010/2011. A redução no número de vítimas vem ao encontro do objetivo da PRF nas ações desenvolvidas, a redução da gravidade dos acidentes. Porém, ainda que o foco estivesse no achatamento da letalidade e vitimização nas ocorrências de trânsito atendidas, o número de acidentes também caiu em relação ao ano anterior. Foram 10.536 neste período e 11.643, no passado, 10% a menos.

Como já afirmado no feriado de Natal, entre os fatores que podem ser elencados como contribuintes para a redução da gravidade das ocorrências de trânsito atendidas pela PRF estão as ações integradas de fiscalização – é importante lembrar que, por exemplo, a maior parte dos “acidentes” envolvendo motoristas embriagados acontece em áreas urbanas, onde é necessário que cada órgão feche o cerco à embriaguez ao volante, o combate às infrações de trânsito responsáveis pelos acidentes mais graves (como as ultrapassagens proibidas, a velocidade e, novamente, o combate à embriaguez ao volante), além de a uma provável sensibilização dos motoristas, tanto pela veiculação de alertas nos noticiosos (nunca se falou tanto de trânsito no Brasil, como em 2010), quanto pelas campanhas de trânsito, que foram intensificadas nos últimos dias.

Taça cheia.

Mais de 1.800 motoristas foram testados diariamente pela PRF. Nos 18 dias de operação, 33.285 motoristas assopraram os bafômetros da PRF. 1082 foram reprovados e retirados de circulação. Dos reprovados, 462 foram presos no ato da fiscalização por crime de trânsito (art.306 do Código de Trânsito Brasileiro). Todos eles tiveram a carteira de habilitação recolhida, foram autuados em 957,70 reais e terão o direito de dirigir suspenso. Já os presos em flagrante, além das penalidades anteriores, deixaram de ser primários perante a Justiça.

Réveillon

Foi no réveillon que a queda no número de mortes nas rodovias federais sofreu a maior redução, quase a metade do período passado, 44%. Comparando de sexta a segunda-feira, (31/12/10 a 03/01/11 e 30/12/11 a 02/01/12), foram 134 óbitos durante a operação anterior, contra 75, na recém-encerrada.

Fonte: http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/visualizacaoTextoComFoto.faces;jsessionid=2CF6C09CF1CCB537D12A5319D456D2A8.node30187P00?id=275013

Índice de mortos nas rodovias de SP cai 52% no Natal

28 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

A operação, elaborada pela Secretaria de Logística e Transportes, foi realizada entre às 0h do dia 23 às 24h do dia 25 de dezembro

O índice de vítimas fatais nas rodovias paulistas caiu 52% neste feriado de Natal em comparação ao feriado de 2010. Foi registrada uma diminuição de 2,16% para 1,04%, de uma operação para outra. A Operação Natal, elaborada pela Secretaria de Logística e Transportes, foi realizada entre às 0h do dia 23 às 24h do dia 25 de dezembro.

Além do número de mortos, os índices de acidentes e de vítimas feridas também foram menores em relação ao ano anterior. Em 2010, o índice de acidentes foi de 0,64, contra 0,59 em 2011, o que representa redução de 7,6%. Já o índice de vítimas feridas registrado neste ano foi 35,96, enquanto em 2010 foi 41,36, ou seja, caiu 13,1%.

Em números absolutos, durante o feriado foram registrados 1.080 acidentes nos 22.000 km de rodovias estaduais. O número de vítimas feridas foi de 659 e de vítimas fatais, 19.

Para esclarecer melhor, o índice de acidentes (IA) não é o número absoluto de acidentes nas estradas. Ele é calculado levando-se em consideração, além dos dados quantitativos, a extensão das rodovias, o volume diário médio de veículos (VDM) nas estradas e o período analisado. Essa metodologia, que começou a ser discutida no Brasil na década de 1970, é necessária para que haja uma comparação tecnicamente correta, já que há vários fatores que determinam se o final de semana foi mais ou menos violento.

Fiscalização

Em relação à fiscalização por parte dos policiais militares rodoviários nas estradas paulistas, houve intensificação no controle rígido de alcoolemia, de velocidade e na fiscalização de motocicletas, além de outros enfoques abrangidos durante a abordagem de veículos e motoristas. Foram lavradas 15.592 autuações por infrações de trânsito diversas em todo o Estado, sendo apreendidos 1.208 veículos, 151 carteiras de habilitação e 2.081 documentos de veículos por irregularidades. Quanto às questões de controle de alcoolemia, foram registrados 135 casos de embriaguez.

Reforço nos recursos operacionais e fiscalização mais rigorosa

Várias medidas foram realizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Polícia Rodoviária Estadual, Dersa e concessionárias para manter as estradas seguras no feriado prolongado. O esforço mútuo foi primordial para o sucesso da Operação, que contou ainda com o apoio de outros órgãos da Polícia Militar, incluindo as unidades responsáveis pelo policiamento urbano às margens das rodovias, as unidades do policiamento de choque e o Grupamento de Radio Patrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Sobre a Operação Natal 2011

A Operação Natal 2011 da Secretaria Estadual de Logística e Transportes de São Paulo foi realizada de 23 a 25 de dezembro e fizeram parte as rodovias SP-055 (Rodovia Manoel Hyppólito do Rego e Rodovia Padre Manoel da Nóbrega), SP-098 (Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro), SP-099 (Rodovia dos Tamoios) e SP-125 (Rodovia Oswaldo Cruz). Já as vias que ligam o interior do Estado e Região Serrana de Campos do Jordão são: SP-123 (Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro) e SP-270 (Rodovia Raposo Tavares).

Sobre os Índices de Acidentes

Os primeiros estudos para uma metodologia que pudesse efetivamente comparar os resultados de acidentes, baseando-se em quilômetros rodados, veículos em trânsito e acidentes, começaram em 1940 nos Estados Unidos e Europa. Em 1956, os estados americanos de Dakota do Sul, Virgínia e Texas  começaram a usar esse tipo de índice. Internacionalmente, o índice é conhecido como “Accident rate method”.  Além dos Estados Unidos, outros países como Áustria,  Dinamarca, França e Alemanha adotam índices semelhantes.  No Brasil, a metodologia começou a ser discutida em 1974. Desde 2005, o Departamento de Estrada e Rodagem vem aprimorando o índice, inclusive com a ampliação e melhoramento dos equipamentos de contagem de veículos, possibilitando a divulgação precisa nos últimos anos.

Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=217230

PRF registra 20% menos mortes nas viagens de Natal de que em 2010

26 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 91 mortes em acidentes nas rodovias do país durante as viagens de Natal deste ano. O número de vítimas é 20% menor de que o registrado no mesmo período (de sexta-feira a domingo) em 2010, segundo comunicado divulgado pela PRF nesta segunda-feira (26).

O número de feridos também foi menor: 1.455 em 2010, contra 1.251, em 2011. No ano passado, 114 pessoas perderam a vida em ocorrências de trânsito nas rodovias federais.

Segundo a PRF, a quantidade de mortos foi menor, entre outros fatores, por causa das ações integradas de fiscalização, do cerco às infrações de trânsito responsáveis pelos acidentes mais graves (como as ultrapassagens proibidas e o combate à embriaguez ao volante), e a uma “provável sensibilização dos motoristas pelas campanhas de trânsito, que foram intensificadas nos últimos dias”, diz o comunicado.

A PRF informa que 18.128 motoristas assopraram o bafômetro nas rodovias federais durante o fim de semana. A PRF flagrou 659 motoristas embriagados, destes, 297 foram presos por crime de trânsito no momento da fiscalização. Outros 2.975 motoristas foram flagrados em ultrapassagens em locais proibidos.

Fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/12/prf-registra-20-menos-mortes-nas-viagens-de-natal-em-relacao-2010.html

Operação inédita nas estradas vai reduzir número de acidentes graves

22 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Brasília, 19/12/2011 (MJ) – Em ação inédita, o governo federal lança, nesta segunda-feira (19/12), a Operação RodoVida. O objetivo é reduzir a gravidade dos acidentes de trânsito com ações integradas entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), policias estaduais e agências de trânsito.

Diagnóstico realizado pela PRF mostra que 60 trechos de dez quilômetros de extensão respondem por 22% dos acidentes mais graves atendidos pela corporação. É nesses 600 quilômetros de rodovias que as ações coordenadas pela PRF acontecerão entre 19 de dezembro e 27 de fevereiro de 2012.

Uma característica comum a todos esses pontos levou à integração das ações: em todos existe a confluência de vias estaduais ou municipais para as rodovias federais. Assim, a ação simultânea nas rodovias e vias de acesso vai aumentar a segurança e propiciar a redução dos acidentes.

A ação integrada da Operação RodoVida se dará por Blitzen simultâneas nas BRs, rodovias estaduais ou vias municipais nas proximidades dos pontos críticos. O foco estará no combate à embriaguez ao volante e na fiscalização de motocicletas. O primeiro por ser uma das principais causas de acidentes graves e o segundo por ser um veículo que vem se destacando em relação ao número de acidentes nos últimos anos. Em 2011, de janeiro a setembro, a PRF atendeu 25.437 acidentes com motociclistas, com 18.083 feridos leves, 8.166 feridos graves e 1621 óbitos.

Estima-se que o custo social dos acidentes nas rodovias federais este ano foi de R$ 7,9 bilhões (considerando o período de janeiro a setembro).


Campanha

O Ministério das Cidades, por meio do Departamento Nacional de Trânsito ( Denatran), lança a campanha de conscientização sobre não dirigir depois de consumir qualquer quantidade de bebida alcoólica.

Norteada pelo conceito “Bebida e direção. O efeito do álcool passa, a culpa fica para sempre”, a campanha mostra o sentimento de culpa de quem causa uma tragédia depois de dirigir sob o efeito do álcool.

As peças publicitárias chamam atenção também para o número de mortos e feridos graves em consequência dos acidentes relacionados à embriaguez.


Lista de pontos onde ocorrem acidentes mais graves

IDUFBRKm

ACIDENTES

Índice de Gravidade
Com vítimas fataisCom vítimas feridasSem vítimas
1PA3160-10184231.6714236
2SC101200-210174769803785
3ES2620-10123669433073
4ES101260-270182739302745
5CE2220-10223513592664
6SP116220-230222895552550
7SC101210-220113445282523
8GO400-10222643892259
9MG381480-49092368102215
10PR376170-18072935322172
11CE1160-10252264012156
12MG381490-500162067152145
13GO153500-510222323032013
14SC2820-1082455491974
15RJ116170-180161507941944
16SC47050-6032495731893
17SP116210-220152124391874
18RS116240-250161775681853
19PB23020-30152143561801
20RS116260-27021738711786
21RO31920-3042295011746
22PE10160-7092005181743
23RJ101320-33051358641664
24PR476120-13052204011626
25RS116250-260131366171622
26RN10190-10041407801580
27RN101100-110131644171562
28PR476130-14061794631508
29PE10170-80131763031508
30PR376180-190102022241484
31SP116140-150111563971452
32BA324610-620211063881443
33PB23010-20101574011436
34PB23030-40101563941424
35RJ40120-130101086161406
36AL316270-28091862181373
37RJ40110-120141084771367
38PR376660-67071195771347
39RJ116160-17013994731293
40PE10180-90141163451275
41PI343340-350141272881273
42SC101110-12071423711256
43SC47060-70111462191224
44ES101140-15031613081188
45SP116270-280151162251180
46PR2770-10111352291179
47PA31610-20101262861166
48PR369150-16051482991164
49SC101190-20031712271157
50RO364340-35081561421122
51PR277720-73051611891119
52PR116110-120111172441104
53RO364710-72051512241104
54PI3160-10131072221082
55SC101140-15051452231073
56RJ101310-32012982721062
57SC101120-13091082851050
58SC28050-6031581781043
59MG40510-520121111741029
60PE10150-6013912471027

Fonte: Departamento de Polícia Rodoviária Federal. Dados de 2010.

O índice de gravidade é baseado em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O índice define pesos para os acidentes (acidente sem vítima: 1 ponto; acidente com vítima: 5 pontos; acidente com óbito: 25 pontos). Para o cálculo, multiplica-se o número de acidentes registrados no trecho pela pontuação de cada tipo. O somatório final é o índice de gravidade.

Fonte: http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJ27337B92ITEMID3CF184807C2B4431A47ACDF5C6426B93PTBRNN.htm

Órgãos ligados ao trânsito realizam operação nas estradas federais

21 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Iniciativa tenta reduzir número de vítimas de acidente de trânsito.
Trabalho vai até depois do carnaval e se intensifica no natal e ano novo.

Uma operação realizada por órgãos ligados ao trânsito tenta reduzir o número de vítimas de acidentes nas estradas federais, durante o período de fim de ano e férias de janeiro. Policiais rodoviários vão distribuir materiais educativos e fiscalizar os motoristas.

O trabalho integrado da polícia rodoviária com órgãos, entidades, guardas municipais, federais e estaduais ligados ao trânsito vai até depois do carnaval e se intensifica no período entre natal e ano novo.

Um ranking divulgado pela Polícia Rodoviária Federal dos dez trechos com maior número de acidentes em Minas Gerais aponta por quatro vezes a BR-381. O primeiro lugar e o segundo ficam entre os quilômetros 480 e 500, no limite entre Contagem e Betim, na Região Metropolitana da capital mineira.

Veja abaixo o ranking dos trechos com 10 km de extensão com maior número de acidentes:

1º – BR-381 – KM 480 ao 490 Contagem
2º – BR-381 – KM 490 ao 500 Betim
3º – BR-040 – KM510 ao 520 Ribeirão das Neves
4º – BR-040 – KM 520 ao 530 Contagem/Ceasa
5º – BR-040 – KM 500 ao 510 Ribeirão das Neves/Esmeraldas
6º – BR-116 – KM 410 ao 420 Governador Valadares
7º – BR-381 – KM 920 ao 930 Itapeva/Camanducaia
8º- BR-381 – KM 450 ao 460 Belo horizonte/Sabará
9º- BR-116 – KM 520 ao 530 Caratinga
10º – BR-040 – KM 610 ao 620 Congonhas

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/12/orgaos-ligados-ao-transito-realizam-operacao-nas-estradas-federais.html

Começa “Operação fim de ano” da Polícia Rodoviária Federal

19 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Mais de 9.200 agentes vão intensificar fiscalização até o dia 2 de janeiro com o objetivo de prevenir acidentes e combater infrações de trânsito.

A fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos 68 mil quilômetros de rodovias federais do país está mais rigorosa a partir desta sexta-feira (16). A operação fim de ano contará com a atuação de 9.200 agentes se revezando em escalas até o dia 2 de janeiro.

Excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos e embriaguez ao volante serão o foco de combate da PRF. A fiscalização com bafômetros, radares e viaturas posicionadas em pontos estratégicos serão intensificadas em todo o país.

A recomendação é que os motoristas façam as manutenções necessárias nos veículos antes de viajar e que, durante o percurso, fiquem atentos principalmente nas pistas simples, devido às ultrapassagens, e também à alta velocidade nas pistas duplas.

Confira algumas dicas da Polícia:

Viagem de carro:
Revisão preventiva – Providenciar a checagem do automóvel mesmo para pequenas viagens. Faróis conferidos para ver e ser visto; pneus calibrados e em bom estado; motor revisado, com óleo e nível da água do radiador checados. Não se esquecer de verificar a presença e estado dos equipamentos de porte obrigatório, principalmente pneu estepe, macaco, triângulo e chave de roda, além dos limpadores de pára-brisa e luzes do veículo;

Pausas para descanso – O condutor deve programar paradas, pelo menos, a cada três horas. Quem se expõe a muitas horas dirigindo fica sujeito ao fenômeno da “hipnose rodoviária”, na qual se mantém com os olhos abertos, mas sem percepção da realidade à volta. Ela vem acompanhada de sonolência, perda de reflexos e de força motora.

Viagem de ônibus
Embarcar somente em terminais rodoviários homologados, evitando incentivar o transporte clandestino, que não oferece segurança nem garantias em caso de acidentes;

Em caso de assalto, nunca reagir. É importante lembrar que os criminosos agem rapidamente e sob pressão, podendo confundir gestos e movimentos bruscos.

Aerton Guimarães
Agência CNT de Notícias

Fonte: http://www.cnt.org.br/paginas/Agencia_Noticia.aspx?n=7976

Pontuação na CNH sofre alterações

17 dezembro 2011   //   Por Cristiano Tilli Montini   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Publicada em 14 de dezembro de 2011, a Lei Nº 12547, que altera o art. 261 da Lei Nº 9503 de 23/09/1997 que institui o Código de Trânsito Brasileiro.

A Lei da nova redação ao §1º do art. 261 do CTB e deixa claro que a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação será aplicada quando o infrator atingir 20 pontos no periodo de 12 meses. Acrescenta o §3º que esclarece a eliminação dos 20 (vinte) pontos computados para fins de contagem subsequente.

Desta forma, a lei esclarece as dúvidas e interpretações diferentes por partedos DETRANS Estaduais.

 

Se você acredita numa placa que protege sua vida, por que não fazer o mesmo no trânsito?

13 dezembro 2011   //   Por SEQTRA   //   Segurança Viária  //  Sem Comentários

Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito
Semana Nacional de Trânsito 2011 – Juntos Podemos Salvar Milhões de Vidas
#ParePenseMude

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