SEQTRA Engenharia Logística e Negócios Sustentáveis
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ArcelorMittal e Usiminas planejam porto de US$ 800 milhões

20 março 2012   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, e a brasileira Usiminas planejam parceria para disputar a concessão de construção de um porto na baía de Sepetiba (RJ), em projeto que viabilizará maiores exportações de minério de ferro.

O consórcio em formação, que deve contar também com a operadora de portos Multiterminais, prevê investimentos da ordem de US$ 800 milhões para melhorar o escoamento da produção de Minas Gerais, afirmou à Reuters o diretor-presidente da ArcelorMittal Mineração Brasil, Sebastião Costa Filho.

As empresas aguardam o edital de licitação, que deve sair até junho, segundo o executivo, para disputar a concessão conhecida como “área do meio”, para erguer um novo porto entre os dois já existentes operados pela Vale e a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

“Temos perspectiva, conversas adiantadas com a Multiterminais e a Usiminas Mineração para, através de um consórcio… tornar mais competitiva a exploração minerária em Serra Azul (MG)”, afirmou Costa Filho.

Além de escoar a produção própria, a companhia sinalizou que poderá exportar o minério de outras companhias.

“Estamos pretendendo também abrir espaço a pequenas mineradoras da região”, acrescentou.

O principal problema das mineradoras com planos de expansão em Minas Gerais é a logística deficitária para escoamento do minério de ferro, relatam várias empresas. O Estado responde por cerca de dois terços da produção nacional da matéria-prima do aço.

PRODUÇÃO

A ArcelorMittal planeja expandir sua produção em cerca de 65% no próximo ano, com investimento de US$ 50 milhões na mina de Serra Azul, além dos US$ 75 milhões que estão sendo aplicados em uma nova planta na mina do Andrade, como lembrou o executivo.

A meta da empresa é elevar a produção de ferro no Brasil para 7,1 milhões de toneladas em 2013, segundo revelou o executivo.

Mas em 2012 a extração deverá recuar, para 4,3 milhões, ante os 5,3 milhões de toneladas produzidos em 2011, com o declínio da produção antes da nova injeção de recursos para a empresa elevar o total produzido.

A companhia tem como meta produzir 75% das suas necessidades de minério de ferro a partir de minas próprias, chegando a uma produção da ordem de 100 milhões de toneladas. A produção global de minério da Arcelor soma 54 milhões de toneladas.

Além de Serra Azul, a companhia produz minério na mina do Andrade, próxima à sua usina siderúrgica em João de Monlevade. A planta é totalmente abastecida com minério próprio, e o excedente é vendido para a Usiminas.

A empresa também trabalha com outras alternativas ao porto, caso não seja bem-sucedida na disputa pela concessão. Avaliar outras alternativas portuárias, bem como a construção de mineroduto ou simplesmente redirecionar a produção para o mercado interno, foram opções mencionadas pelo executivo.

“Não temos previsão de reduzir nossa produção”, disse.

Segundo ele, não há problema de logística para levar o minério de Minas Gerais até o Rio, onde fica a área de concessão que será leiloada pela companhia Docas.

A ferrovia MRS tem espaço suficiente para transportar o minério da Arcelor, disse o executivo.

Para transportar o minério da mina até a ferrovia, a companhia estuda se construirá rodovia, pequena ferrovia ou um mineroduto.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1063858-arcelormittal-e-usiminas-planejam-porto-de-us-800-milhoes.shtml

 

Techint entra na Usiminas em acordo de R$4,1 bi

28 novembro 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) – O grupo siderúrgico Ternium anunciou na noite de domingo que fechou acordo com os conglomerados brasileiros Votorantim e Camargo Corrêa para compra de suas participações na Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil.

Sob o acordo, a Ternium vai pagar 36 reais por ação ordinária da Usiminas junto com sua subsidiária argentina Siderar e a TenarisConfab. Ternium e Tenaris são empresas do conglomerado argentino Techint.

A Ternium, segundo maior grupo de produtos de aço da América Latina, informou que vai “financiar a aquisição da participação de 4,1 bilhões de reais (cerca de 2,2 bilhões de dólares) com dinheiro e dívida”.

Segundo a Ternium, da qual a Usiminas era acionista até o início deste ano, o grupo de controle da siderúrgica brasileira será formado por Nippon (46,1 por cento), Ternium/Tenaris (43,3 por cento) e Caixa dos Empregados da Usiminas (10,6 por cento).

O grupo de controle detém 322,7 milhões de ações ordinárias da Usiminas, sendo que 84,7 milhões, 30 milhões e 25 milhões ficarão com Ternium, Siderar e TenarisConfab, respectivamente.

Separadamente, a Confab informou que o investimento nas 25 milhões de ações da Usiminas (5 por cento dos papéis ordinários) será de 900 milhões de reais, que serão pagos com recursos próprios e financiamentos. A empresa, que teve lucro líquido de 116,3 milhões de reais no terceiro trimestre, espera a conclusão da operação para janeiro de 2012.

A Confab, que produz tubulações de aço, afirmou que considera o investimento na Usiminas como “de absoluta relevância estratégica por abranger a principal matéria-prima para seus negócios, obtendo um maior nível de integração com seu principal fornecedor de aço”, empresa com a qual mantém antigo relacionamento comercial.

Anteriormente, Camargo Corrêa e Votorantim tinham uma participação combinada de cerca de 27 por cento do capital votante da Usiminas e a Nippon, 27,8 por cento.

A Companhia Siderúrgica Nacional, que vinha sendo citada pela imprensa como candidata à compra das fatias de Votorantim e Camargo Corrêa tinha informado no início do mês que havia aumentado sua participação na Usiminas para 11,66 por cento das ações ordinárias e 20,14 por cento das preferenciais.

ÁGIO

O valor do acordo da Ternium representa um ágio de 83 por cento sobre o preço de fechamento das ações ordinárias da Usiminas na sexta-feira. Segundo a Ternium, o valor também representa um prêmio de 41 por cento sobre o preço médio em dólar da ação ordinária da Usiminas nos últimos seis meses.

“Com Nippon Steel, Usiminas e Ternium trabalhando juntas, poderemos melhorar a competitividade de cada companhia em tecnologia, qualidade de eficiência de custo e oferecer uma ampla variedade de produtos (…) do México à Argentina”, afirmou a Ternium em comunicado.

Representantes da Usiminas, Camargo Corrêa não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto. A CSN não pôde responder de imediato.

Por sua parte, a Votorantim informou em comunicado que a venda de sua participação na Usiminas faz parte da estratégia de focar investimentos nos segmentos industriais considerados mais importantes para o grupo: cimento, metais, aços longos, celulose e suco de laranja.

A Ternium fabrica produtos de aço plano para uma série de indústrias e tem operações principais na Argentina e no México, já a Tenaris é a maior produtora de tubos de aço sem costura utilizados na exploração petrolífera.

A operação marca o mais recente episódio sobre o controle da Usiminas, depois que CSN começou a comprar participações na companhia no início do ano. Camargo Corrêa, Votorantim e Nippon tinham acertado pouco depois disso um acordo para travar o grupo de controle da siderúrgica até 2031, acordo que foi revisto com a entrada da Ternium/Tenaris no grupo.

Segundo o comunicado da Ternium, a Nippon vai comprar do fundo de pensão dos funcionários da Usiminas 8,5 milhões de ações ordinárias.

Fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE7AR01J20111128?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

 

 

Usiminas terá fábrica de painéis enrijecidos

11 outubro 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

Siderurgia Brasil — Edição 77

A Usiminas Mecânica será a primeira empresa brasileira a investir em uma fábrica de painelização automatizada em Suape-PE para atender à demanda do setor naval.

A Usiminas Mecânica anunciou que vai investir R$ 138 milhões na implantação de uma fábrica de painéis no porto de Suape, em Pernambuco, para atender à crescente demanda do mercado naval, impulsionado pelas obras do pré-sal. A previsão é que a unidade entre em funcionamento no final de 2012. Com capacidade de produção de 65 mil toneladas por ano, a fábrica terá uma linha de produção totalmente automatizada para produzir painéis enrijecidos com até 18 metros de comprimento.

Os painéis a serem fabricados na nova unidade vão ampliar o mix de produtos oferecidos pela Usiminas Mecânica à indústria naval, além de ser uma opção de entrada no negócio de montagem de blocos para grandes embarcações. “A Usiminas Mecânica está ampliando sua participação no mercado naval, oferecendo ao mercado um produto de alta qualidade e com vantagens logísticas”, afirma Guilherme Muylaert, diretor executivo da Usiminas Mecânica. Os painéis que serão produzidos em Suape vão permitir aos estaleiros cumprir com mais facilidade a exigência de que as embarcações licitadas tenham 65% de conteúdo local.

Segundo Muylaert, a crescente demanda interna por navios e plataformas desencadeou um aquecimento do mercado de componentes dos cascos de embarcações, especialmente blanks, painéis, subconjuntos e blocos. Além disso, as políticas governamentais de fomento para a indústria da construção naval contribuem para um cenário promissor para atuação da Usiminas Mecânica junto aos segmentos offshore e naval. Por sua parte, os estaleiros demonstraram grande interesse em receber esses componentes já prontos, o que vai permitir que eles se concentrem no seu core business, que é a montagem das embarcações.

Fonte: http://www.siderurgiabrasil.com.br/novosb/component/content/article/217-materiassb77/2130-usiminas-tera-fabrica-de-paineis-enrijecidos

Multimodal – Na Seqtra, utilização do SLIIC poderá ser expandida para embarcadores

21 setembro 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

Os quase 900 veículos que compõem a frota da Seqtra Engenharia Logística & Negócios Sustentáveis (Fone: 31 3333.0018) são controlados pelo SLIIC – Soluções Logísticas Inteligentes & Itens Controlados, sistema de gestão logística implantado em 2009. E a utilização da tecnologia deverá chegar em breve a alguns embarcadores, que estão em fase de negociação com a companhia.

“Estamos negociando com grandes embarcadores no Brasil para a expansão da utilização do SLIIC”, conta o presidente da Seqtra, Dario Palhares, revelando que o sistema é capaz de controlar veículos, notas fiscais e itens online, realizando, inclusive, os cálculos das emissões de gases de efeito estufa por unidade/item transportado, do embarque à entrega, informando ao final de cada transporte o balanço das emissões, seja da Seqtra ou de terceiros.

A solução foi criada para suprir a necessidade de grandes embarcadores com enorme complexidade logística de terem um sistema versátil que pudesse fazer interface com os outros modais, eliminando buracos negros na operação. Por isso, a principal característica do sistema é transformar dados em informações estratégicas para maior produtividade na logística e medição de OTIF, indicador utilizado para medir a performance logística de atendimento ao cliente.

Com a adoção do SLIIC, o usuário passa a ter a possibilidade de, em cima de uma única base de dados, implementar processos de otimização da logística, inclusive para a reversa. “O sistema contribui diretamente para um melhor fluxo dos processos lógicos e minimiza consideravelmente os custos com fluxo cruzado”, explica Palhares. “Ele busca otimizar os recursos disponíveis para melhor atendimento as demandas lógicas dos embarcadores, a fim de proporcionar maior rentabilidade à sua operação”, complementa.

Como está em funcionamento em toda a frota da Seqtra, a solução é utilizada nas operações de todos os clientes e o seu desenvolvimento é constante, visando ao aperfeiçoamento 24 horas por dia. Assim, a companhia, desde a implantação, vem colhendo resultados importantes, como o maior controle de ativos e a redução de custos, ao reduzir a ociosidade nas operações logísticas. Além disso, a tecnologia permite à empresa executar os três tópicos do GHG Protocol: pegada do carbono, balanço das emissões e compensações.

O viés ambiental é o principal foco do SLIIC, que foi desenvolvido através de módulos, sendo que cada cliente pode controlar desde o aceite de pedidos, passando pelas etapas de planejamento de produção, controle da produção, expedição dos itens e controle de estoques, entre outros processos. Todas as informações são repassadas ao sistema, que disponibiliza e localiza em tempo real – via web ou smartphone – não só o veículo, mas cada item sob a logística da Seqtra.

Por meio da tecnologia, é possível captar o gás carbônico e realizar a respectiva compensação com a aquisição de créditos de carbono ou aplicação em recursos em programas de restauração ambiental. Além disso, das configurações do SLIIC, 70% são padrão e os outros 30% deverão ser customizados de acordo com a empresa ou com o modal em que for implantada a ferramenta.

Em 2010, a Seqtra – sigla que significa sustentabilidade, evolução, qualidade, tecnologia, rastreabilidade e assertividade – transportou 950 mil toneladas de carga, alcançando um faturamento de R$ 75 milhões. A previsão para 2011 é de movimentar 1,2 milhão de toneladas e faturar entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões.

Entre próprios e agregados, sua frota tem idade média de quatro anos e atende às demandas de dois clientes das regiões Sul e Sudeste: a Usiminas e a ArcelorMittal. A Seqtra utiliza como base suas 11 filiais, localizadas principalmente no eixo São Paulo e Minas Gerais. Ainda para 2011, deverá inaugurar três novas filiais: Vitória, ES, e São Francisco do Sul, SC, para atender a Arcelor Mittal, e Volta Redonda, RJ, para atender à CSN – Companhia Siderúrgica Nacional.

Fonte: Portal Logweb - http://www.logweb.com.br/novo/conteudo/noticia/27679/multimodal–na-seqtra-utilizacao-do-sliic-podera-ser-expandida-para-embarcadores/

Nippon assumirá fatia de Camargo e Votorantim na Usiminas, diz jornal

20 setembro 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

A Nippon Steel vai ficar com as participações de Camargo Corrêa e Votorantim na Usiminas para depois, numa segunda etapa, buscar um parceiro para a maior produtora de aços planos do Brasil, publicou um jornal nesta segunda-feira. Os dois grupos possuem 26% das ações ordinárias da Usiminas e se recusaram a negociar com a Companhia Siderúrgica Nacional, publicou o jornal Valor Econômico citando fontes.

A Nippon Steel, que tem direito de preferência, deverá assumir as fatias de Camargo Corrêa e Votorantim – que “não têm pressa” em vender, segundo o jornal. O valor da negociação tomaria como base a suposta oferta de R$ 5 bilhões que teria sido feita pela CSN pela participação dos dois conglomerados brasileiros.

A CSN negou recentemente que tenha feito oferta pelas participações de Camargo Corrêa e Votorantim, que na sexta-feira reafirmaram posição de abril ao divulgarem ao mercado que “não existe qualquer proposta em aberto ou processo de alienação em curso”.

Às 11h25, as ações ordinárias da Usiminas recuavam 3,4%, ampliando perdas da sexta-feira. O papel preferencial da Usiminas perdia 1,8% no mesmo horário. Na semana passada, analistas afirmaram que se não houver uma mudança no grupo de controle da Usiminas, caso a Nippon Steel assuma as participações de Camargo Corrêa e Votorantim ao exercer seu direito de preferência, não haverá “tag along”. A regra obriga o pagamento aos acionistas minoritários de um mínimo de 80% do valor pago por ação na aquisição.

Os conglomerados brasileiros e a siderúrgica japonesa firmaram acordo em fevereiro para travar o grupo de controle da Usiminas, que inclui a Caixa dos Empregados, até 2031. Segundo o jornal, a Gerdau é vista como uma potencial compradora das participações de Camargo Corrêa e Votorantim, mas a maior produtora de aços longos das Américas reafirmou à Reuters “sua posição de não estar envolvida em negociações para aquisição da Usiminas”.

Representantes da Nippon Steel no Japão não puderam ser contatados imediatamente.

Fonte: Terra Notícias - http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109191037_RTR_1316428658nS1E78I033

 

Mineração Usiminas arrenda MBL

09 agosto 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

EN75_Miner_UsiminasA Mineração Usiminas arrendou os direitos minerários da MBL Materiais Básicos. A negociação inclui também a aquisição de um estoque de seis milhões de toneladas de minério de ferro, no valor de US$12,50 por tonelada, a ser pago em parcelas, e de uma unidade para beneficiamento de minério, ambos de propriedade da MBL. O arrendamento terá a duração de trinta anos ou até o esgotamento das reservas, hoje estimadas em 145 milhões de toneladas. Adicionalmente, este acordo libera reservas estimadas em 253 milhões de toneladas de reservas nos direitos minerários da Mineração Usiminas, permitindo a lavra conjunta entre as duas áreas. Sobre as 145 milhões de toneladas, a empresa pagará US$ 7,50 por tonelada lavrada.
A instalação para beneficiamento de minério, com capacidade de um milhão de toneladas por ano, será adquirida pela Mineração Usiminas para processar granulados e hematitinha. Já o montante de seis milhões de toneladas de minério de ferro provenientes de estoque da MBL será reprocessado pela Mineração Usiminas em suas unidades atuais. A negociação inclui, ainda, terrenos e imóveis correspondentes à superfície dos direitos minerários, além de outros contíguos, o que permitirá a livre realização das atividades de lavra.
Para o diretor executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, a otimização das reservas é um passo importante para a integração upstream do grupo Usiminas. “Em 2015, vamos alcançar a capacidade de produção de 29 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo uma das premissas a realização de parcerias com outras empresas na região de Serra Azul, por meio de lavra conjunta e arrendamento.”, declarou.  www.usiminas.com

 

Fonte: Empresas & Negócios – 75

Controle rigoroso da movimentação do aço – Leonardo Almeida Zenóbio

22 julho 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

Controle rigoroso da movimentação do aço – Leonardo Almeida Zenóbio

Siderurgia Brasil — Edição 74

O diretor de Planejamento e Logística da Usiminas, Leonardo Almeida Zenóbio, explica o funcionamento da logística de movimentação da empresa em entrevista exclusiva concedida à revista Siderurgia Brasil.

Siderurgia Brasil – Quando o aço termina o seu ciclo de produção, como ele é controlado ao chegar a área de estoque. Por código de barras, algum outro tipo de marcação, etiquetas, etc?
Leonardo Almeida Zenóbio –
Todos os produtos da Usiminas são identificados por um número próprio. O controle é feito por código de barras nos produtos, que são estocados em áreas mapeadas de acordo com critérios de empilhamento específicos, facilitando a gestão e o rastreamento, minimizando e agilizando assim as movimentações internas.

SB – Normalmente, quanto tempo uma bobina ou um feixe de chapas, tarugos, vigas etc. permanecem na área de expedição?
Zenóbio –
Toda a produção Usiminas obedece prazos estabelecidos com base no leadtime de produção e expedição, tendo como premissa o prazo em que o cliente deseja receber o produto. A Usiminas trabalha com diferentes modalidades de entrega: just-in-time, entrega programada e decendial. O tempo que o produto permanece na área de expedição varia de acordo com a modalidade específica de determinado cliente. Nos casos de entrega direta, os produtos ficam em média 48 horas para serem despachados, podendo ser menor, de acordo com a situação crítica ou a urgência de entrega. Para os casos de entrega programada ou JIT, os produtos são direcionados para os centros de distribuição para aguardar o prazo de entrega e a chamada para o cliente.

SB – Para retirar o aço do estoque há algum tipo de processo, como é a gestão deste processo?
Zenóbio –
A Usiminas conta com Centros Integrados de Operações (CIO) capazes de mapear todo o processo das usinas, incluindo o processo de despacho e gerindo os estoques em processo e de produtos acabados. Eles funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e são peças fundamentais no processo de gestão da Usiminas. Especificamente para o processo de despacho, no CIO são envolvidas matricialmente as equipes de programação de despacho, movimentação interna (operação) e distribuição de vagões e caminhões (logística), buscando a convergência dessas ações para torná-lo mais ágil, mais produtivo e o mais econômico possível.

SB – Quais os equipamentos comumente utilizados para a movimentação do aço?
Zenóbio –
Nas áreas de embarque das usinas e nos centros de distribuição, contamos com pontes rolantes e pórticos para a execução do embarque ferroviário ou rodoviário. Esses equipamentos são equipados com tenazes (para carregar bobinas) ou eletroímãs ou garras (para carregar chapas).

SB – Como é decidido se ele sai por caminhão, trem ou outro meio?
Zenóbio –
O modal de transporte é definido de acordo com os seguintes parâmetros: necessidade ou localização do cliente, custo, tipo de produto (dimensão e peso, entre outras características), tipo de entrega (JIT, EP ou decendial) e ocupação dos centros de distribuição (visão estratégica da cadeia).

SB – Como é feita a escolha da empresa que vai transportar o aço. Isso é uma prerrogativa do cliente? Existe algum critério específico na usina?
Zenóbio –
A Usiminas busca fortalecer as suas parcerias com empresas transportadoras que se identificam com seus valores. Hoje as transportadoras são escolhidas de acordo com os requisitos de segurança, qualidade e competitividade no processo de transporte, por critérios específicos, como forma de elencarmos as melhores empresas prestadoras de serviço. Contamos com avaliações mensais, buscando o monitoramento contínuo do nível de serviço prestado. Mesmo assim, quando o cliente demanda uma transportadora específica, nós o atendemos de acordo com seus anseios.

SB – Como é feito o acompanhamento do produto até a sua chegada ao consumidor?
Zenóbio –
Hoje contamos com uma interface do sistema Usiminas e uma empresa de monitoramento capaz de acompanhar a carga até o cliente. Caso ocorra algum desvio ou qualquer outro problema na rota, a Usiminas é acionada automaticamente, juntamente com os órgãos responsáveis.

SB – Para evitar os casos de furtos e roubos, há algum tipo de monitoramento especial?
Zenóbio –
A Usiminas possui parcerias com uma gerenciadora de risco que, após o produto embarcado, fica responsável pelo monitoramento, via satélite e/ou postos avançados, garantindo a entrega ao cliente, com segurança e qualidade, mitigando e controlando todos os riscos, buscando inibir preventivamente possíveis ações.

SB – Qual é o percentual médio deste acontecimento (furtos ou roubos) em um ano? Em tonelagem quanto isso significa?
Zenóbio –
Infelizmente, os casos de sinistro ainda acontecem. Apesar de todos os controles e do gerenciamento de riscos, cargas siderúrgicas ainda são visadas em todo o Brasil. Em 2011, foram dezoito casos em cinco meses na Usiminas, totalizando cerca de 540 toneladas. Esses casos representam cerca de 0,02% do total movimentado.

SB – E para os processos de exportação, como é o ciclo?
Zenóbio –
Hoje, a Usiminas conta com dois terminais portuários localizados em Cubatão (SP) (TMPC – Terminal Marítimo Privativo de Cubatão) e em Vitória (ES) (TPS – Terminal Privativo e de Uso Misto de Praia Mole). O primeiro atende basicamente o fluxo de siderúrgico da Usina de Cubatão, e o segundo atende o fluxo siderúrgico da Usina de Ipatinga. O TMPC é um porto privado de uso misto, que oferece excelentes condições para despacho e recebimento de cargas. Está localizado estrategicamente em conexão rodoviária e ferroviária com os maiores centros produtores e consumidores do Brasil. O TPS é um terminal privado de uso misto em conjunto entre a Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal, responsável pela exportação de produtos siderúrgicos, entre outros, e recebimento de algumas matérias-primas da usina de Ipatinga, com acesso a estrada de ferro Vitória-Minas.

SB – E com respeito à qualidade, quando e como são emitidos os certificados de origem?
Zenóbio –
A Usiminas emite um certificado de qualidade do produto contendo todos os dados que comprovam a qualidade e o atendimento às necessidades técnicas do cliente. Este certificado contém desde os dados da composição química do produto, propriedades mecânicas e resultados dos ensaios realizados. Este certificado é assinado pelo responsável da garantia da qualidade da planta.

SB – Há alguma auditoria ou controle que acompanha este processo?
Zenóbio –
Sim. A Usiminas possui um plano de auditorias internas que acompanham todos os processos envolvidos na produção do aço, desde a área de vendas e de planejamento até a logística de distribuição e armazenamento. Além das auditorias internas, a Usiminas possui um plano de auditorias externas, como a manutenção do monitoramento das ISO 9001, ISO/TS 16949, ISO 14001 e OHSAS 18001.

SB – Caso haja algum problema de qualidade, lá no momento do uso, existe um sistema na usina que consegue rapidamente identificar a questão?
Zenóbio –
As usinas possuem uma equipe de assistência técnica que realiza visitas periódicas aos clientes e pode ser acionada quando ocorre algum problema de qualidade com os produtos Usiminas. Através do código do produto, esta equipe monitora todos os parâmetros envolvidos na produção daquele produto para buscar e resolver os problemas. Contamos também com laboratórios e um desenvolvido Centro de Pesquisa, que é utilizado para resolver problemas mais complexos, garantindo sempre a qualidade dos produtos Usiminas.
www.usiminas.com

33ª Semana do Meio Ambiente em Ipatinga

08 junho 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

Com o intuito de moblizar os motoristas a SEQTRA participou do 33ª semena do meio ambiente da Usiminas em Ipatinga. Além de palestras sobre os temas sustentabilidade e segurança foram distribuidos folhetos de conscientização e foram realizados testes de monitoramento de fumaça preta. A campanha foi realizada nos dias 6, 7 , 8, 9 e 1o de junho/2011 mp Patio das Transportadoras. As carretas que estavam de acordo com o índice de emissão receberam um Selo Verde.

33ª Semana do Meio Ambiente de 6 a 10 de junho

06 junho 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

A Usiminas convida para a 33ª semana o Meio Ambiente que acontecerá de 6 a 10 de junho no Pátio das Transportadoras. A Campanha de Monitoramento de Fumaça Preta terá uma tenda instalada ao lado da área da peação de cargas – após a operação de check-list – para efetuar as medições dos índices das emissões das carretas. Os motoristas serão conscientizados acerca da importância de estarem com as manutenções do veículo em dia. As carretas que estiverem de acordo com o índice de emissão receberão um Selo Verde e as informações recebidas serão arquivadas para a gestão de emissões que a Usiminas possui e necessita desta atualização. A Seqtra está apoiando a Usiminas nas atividades no Pátio das Transportadoras.

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