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Empresa: Aprendizado e Superação na Crise

16 janeiro 2015   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

O título deste artigo pode sugerir a crise financeira internacional deflagrada em 2008. Porém um empresa pode enfrentar as mais variadas crises de âmbito externo, mas também as de origem interna, se superar e sair fortalecida. Esse é o assunto que será tratado a seguir.

Nós, seres humanos estamos sempre diante de crises de maior e menor grau. Seja diante de um simples decisão durante uma tarefa de trabalho, ou na escolha dos alimentos durante uma refeição. São crises bem administráveis, fazem parte do nosso cotidiano.

Porém existem crises bem mais difíceis de superar, nas quais temos que agir analisando e ponderando as possibilidades, Por vezes não se tem uma boa clareza sobre a decisão a tomar. A contribuição de um amigo ou de uma pessoa de confiança mais próxima pode ser decisiva. Poderão avaliar a situação de um ponto de vista não percebido por nós, um exercício de zoom out, ou seja, olhando de fora.

Esse processo de enfrentamento de crises também ocorre nas empresas, que são sistemas socioculturais – formadas por um conjunto de indivíduos, cada qual com sua própria identidade e experiência. Como ocorre na natureza a empresa também é sistema complexo, porém com características próprias. Quanto mais complexo o sistema menos vulnerável ele é.

O desafio imposto pela concorrência, uma exigência do mercado e uma barreira legal são exemplos de sinais de alerta de origem externa. Do ponto de vista interno pode-se exemplificar, a gestão ineficiente dos negócios e a convivência pouco saudável no ambiente de trabalho.

Hoje a sustentabilidade impõem desafios extraordinários, destaque para a responsabilidade socioambiental e a inovação, cada vez mais urgentes na atualidade. Podem gerar crises nas empresas que ainda não avançaram nesses temas.

Uma crise na sua fase inicial normalmente é percebida pelos próprios dirigentes, mas também pode ser identificada por colaboradores de uma determinada área da empresa. O radar deve estar sempre ligado. Ter a percepção e agir no momento certo podem ser decisivos para o bom andamento da empresa a para a sua própria sobrevivência.

Os dirigentes devem estar preparados, mas isso também deve se estender aos seus colaboradores. A participação de todos é fundamental. Trata-se de um processo colaborativo e de aprendizado, muito além de um modelo bem conhecido e ainda muito utilizado, a estratégia do “comando e controle”.

Passada a crise a empresa se reorganiza e pode idealmente se estabelecer num patamar de maior complexidade, resultado da sua aprendizagem – aprendendo com a experiência.

Pode também retornar ao patamar inicial sem ter ocorrido uma aprendizagem efetiva. Nesse caso a sua resiliência foi determinante. Nos dois casos as pessoas que fazem parte da empresa estavam preparadas e o processo colaborativo foi decisivo.

No outro extremo a empresa aparentemente “passa pela crise e se reorganiza” e retorna num patamar inferior de complexidade. Não houve um processo colaborativo pleno e não soube aproveitar a oportunidade de aprendizado. Possivelmente a crise não foi superada. Nesse caso o risco de sobrevivência foi potencializado.

Por fim, os processos colaborativos são essências nos momentos de crise frente aos desafios da sustentabilidade. Para tal o ambiente da empresa deve ser harmonioso (equilíbrio dinâmico). A cultura da sustentabilidade deve permear todas áreas da empresa, e integrar efetivamente a agenda de seus dirigentes.

 

Fonte: https://ecosfera21.wordpress.com/2015/01/12/empresa-aprendizado-e-superacao-na-crise/

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