SEQTRA Engenharia Logística e Negócios Sustentáveis
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Defasagem dos fretes ainda é de 11,95%

01 fevereiro 2012   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

A  Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística- NTC está divulgando pesquisa que revela a necessidade das empresas de transporte de cargas recuperarem suas tarifas. O SETCERGS, que é sócio da NTC, por meio de sua Comissão de Equilíbrio Concorrencial, ratifica o estudo da Entidade Nacional.

A seguir  transcrevemos  o manifesto da NTC que fundamenta as razões da defasagem, que deverá ser repassada ao mercado a partir do mês de fevereiro.

“Apesar do crescimento do PIB brasileiro em torno dos 3%, o ano de 2011 foi muito instável para o transporte rodoviário de carga, alternando meses bons com ruins. No geral, a evolução do setor não foi suficiente para recompor os fretes praticados, que continuam defasados em relação aos seus custos.

Neste cenário, pesquisa realizada pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos, da NTC&Logística) detectou que o frete cobrado ainda continua defasado em 11,95%.

Desde 2007, a NTC&Logística vem alertando seus associados e o setor como um todo para os efeitos deletérios do aviltamento do frete. Exemplos não faltam e podem ser vistos nas ruas e rodovias brasileiras, no estado precário da frota nacional de caminhões, no alto índice de acidentes envolvendo veículos de carga por falta de manutenção, na elevada emissão de poluentes e a média salarial do setor.

Como se não bastasse a cobrança de fretes abaixo dos custos, a pesquisa indicou que várias empresas transportadoras, simplesmente, continuam abrindo mão de componentes tarifários essenciais, como GRIS e Frete-Valor.

Além disso, o transporte de carga vem enfrentando grandes desafios, imposições e restrições, tais como:

  • Atrair anualmente cerca de 120 mil pessoas para a profissão de motorista, assim como mão de obra de carga e descarga;
  • Renovar a sua frota que, atualmente atinge idade média de 19 anos;
  • Atender as restrições impostas a circulação de caminhões em cidades e rodovias, pricipalmente em São Paulo na zonas de restrição e agora recentemente nas marginais Pinheiro e Tietê;
  • Cumprir novas exigências ambientais, do PROCONVE 7, que além de exigir o uso do ARLA 32, encarecerá significativamente tanto os veículos quanto o combustível; (veículos deverão custar + 8% e combustível entre 5 e 10%);
  • A diminuição da produtividade dos veículos em função do aumento do trânsito, filas e congestionamentos pontos de carga e descarga, entre outras; as normas dos grandes atacadistas, hipermercados e magazines que exigem horário (agendamento) que na grande maioria não cumprem, acarretando grandes custos de permanencia de veículos para a efetiva descarga;
  • Normas de paletização por item de produto, o que acarreta tempo para picking e maior frota para a entrega.

Cumprindo o seu papel, a NTC&Logística vem, mais uma vez, alertar os empresários do setor para a necessidade imediata de se atualizar os valores tarifários,colocando um fim nesta defasagem tarifária. Sem isso, será muito difícil enfrentar os desafios atuais e futuros.

Evidentemente, o percentual médio de 11,95% é apenas o mínimo desejável para equilibrar receitas e despesas. É preciso também assegurar lucros que possibilitem os indispensáveis investimentos futuros.

A NTC&Logística também recomenda às empresas do setor que não abram mão,sob qualquer pretexto, do ressarcimento de custos significativos cobertos pelos demais componentes tarifários como o frete-valor, o GRIS, a cubagem e as generalidades.

É importante lembrar, mais uma vez que o Brasil vem crescendo, precisa crescer e com certeza crescerá nos próximos anos. E, o setor rodoviário de carga tem um papel importante e deve contribuir para que o transporte não se transforme em obstáculo para o crescimento do País.”

Fonte: http://www.setcergs.com.br/site/default.asp?TroncoID=612245&SecaoID=837092&SubsecaoID=0&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=617261

A logística da ArcelorMittal Tubarão – Alexandre Rosado Barbosa

22 julho 2011   //   Por SEQTRA   //   Notícias  //  Sem Comentários

A logística da ArcelorMittal Tubarão – Alexandre Rosado Barbosa

Siderurgia Brasil — Edição 74

Em entrevista à revista Siderurgia Brasil, o gerente de logística de produtos da ArcelorMittal Tubarão, Alexandre Rosado Barbosa, explica a importância da logística para o bom desempenho e as ações da empresa nessa área.

Siderurgia Brasil – Qual é o papel da logística de movimentação de materiais no desempenho geral da ArcelorMittal Tubarão?
Alexandre Rosado Barbosa –
A logística tem um papel importante na diferenciação do serviço. O que no passado significava a entrega dos produtos aos clientes no prazo, hoje significa agregar valor através de um atendimento diferenciado, seja na qualidade, no custo competitivo, no transporte com segurança e no prazo acordado, sem deixar de considerar a gestão de ativos e de imobilizado. Para isso, é fundamental a atuação da logística alinhada com as necessidades dos clientes de forma a buscar continuamente soluções inovadoras.

SB – Quais têm sido os desafios enfrentados pela ArcelorMittal Tubarão nessa área?
Barbosa –
O principal desafio é o de buscar alternativas de distribuição logística para o mercado nacional, já que as condições restritivas na infraestrutura disponível no país, em todos os modais de transporte, exigem soluções muitas vezes customizadas por região.

SB – Quais são os projetos e investimentos realizados pela ArcelorMittal Tubarão em infraestrutura e processos de logística de movimentação de materiais nos últimos anos?
Barbosa –
Em função da localização estratégica privilegiada perto do mar, nos últimos anos a ArcelorMittal Tubarão tem focado no desenvolvimento do transporte marítimo por cabotagem. Foi implementado, em conjunto com empresas parceiras, o sistema de abastecimento de produtos para a ArcelorMittal Vega – um departamento de Tubarão localizada em São Francisco do Sul (SC) –, via barcaças oceânicas, onde se investiu na construção de um terminal marítimo dedicado a suportar esta distribuição e garantir atracação das embarcações no Sul. Este fluxo de transporte por cabotagem também é utilizado para realizar o atendimento aos clientes da região Sul do país.

SB – A empresa pretende implementar novos projetos nessa área no curto e médio prazos?
Barbosa –
A estratégia de logística da ArcelorMittal Tubarão é ampliar a utilização do modal cabotagem e para isso é necessário estudar, tanto a capacidade de transporte, como a capacidade dos terminais. E para melhor atender clientes mais distantes, também estamos ampliando o nosso centro de distribuição em Caxias do Sul (RS).
www.arcelormittal.com.br